Bon Jovi – Slippery When Wet (1986) – Análise

Banda: Bon Jovi
País: Estados Unidos
Gênero: Hard Rock
Album: Slippery When Wet
Ano: 1986

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[Por alguns probleminhas com o blogger tive que separar as postagens de download e análise]

Muito antes de Jon Bon Jovi virar o sexy symbol, ator e mega-star da atualidade, ele tinha uma banda que tocava hard rock, se vestia com roupas coloridas e seu cabelo era tão armado que qualquer um podia jurar que estava diante de um cover da Tina Turner.
Em 1986, o conjunto americano lançou o seu terceiro e, na minha opinião, melhor disco, contendo os maiores hits da carreira deles.
Foi um verdadeiro estouro de vendas, porém usando uma fórmula diferente de fazer rock pesado: Ao contrário das outras bandas glam da época, como Mötley Crue, Poison e Dokken, cuja temática girava em torno de “sexo, drogas e rock ‘n’ roll”, o quinteto de New Jersey abordava o amor e suas dificuldades, o que fez muita gente ouvir e se identificar (as pessoas adoram uma dor-de-cotovelo).

O disco abre com Let It Rock, apesar de todo silencio esmagador do primeiro minuto, ótima pra começar um album. Energética, empolgante e te faz querer ouvir mais. O solo faz o ponto alto da musica, com vocal pegajoso que vai te fazer cantar junto(ou no minimo gritar junto) na frente do espelho pulando bem animado. Uma boa pedida de trilha sonora pra quando alguma coisa dá certo na sua vida.

Com toda empolgação você chega a segunda musica, e parece que é exatamente isso que eles queriam. Um dos maiores hits da banda vem aí: You Give Love a Bad Name.
Começa com a voz de Jon te puxando quase estantâneamente pra prestar atenção, independente do que esteja fazendo. Uma letra bastante original, o instrumental simplesmente cativante. E é por essa simplicidade que prestamos atenção em coisas realmente importantes, dá pra perceber a linha de teclado em harmonia com a guitarra que deixa alguns buracos hora ou outra pro baixo que é matador. E se em algum momento você se distrai o solo te dá a supresa e a vontade de voltar.

O album segue com outra musica bastante conhecida: Livin’ on a Prayer. É o tipo da musica que consagra o artista mesmo que ninguem saiba o nome. Digo isso porque se em algum momento você chega a alguem e fala sobre a musica talvez ela nao conheça, mas coloca pra tocar e vê se alguem ainda diz que não conhece? E a gente se pergunta o que diabos o Richie está fazendo com aquele tubo pequeno na boca? O uso um tanto impulsivo de uma talk box (o tubo pequeno), coisa que no rock é dificil achar, dá um caráter bem caracteristico pra musica. O solo bem simples porém cativante faz muito aprendiz de guitarrista querer tirá-lo. A curiosidade da letra é que os personagens nela são os mesmos que em It’s my Life.

Em Social Disease o inicio me manteve levemente estático, arriscando uma declaração bem extrema soa como uma loira com tesão por alguma coisa que só a banda deve saber (inclusive quem é a tal loira xD). O fato é que a musica é a quebra de algo extremamente bom, claro nem tudo pode ser perfeito. A musica chega a se libertar um pouco do que o album propunha. Porém da pra perceber com clareza a linha de teclado já que dessa vez a guitarra fica mais quetinha com seus harmonicos lá no fundo, que algumas vezes sai pra fazer um hiff ou outro.

Dead or Alive. Preciso falar mais alguma coisa? A balada country do cd foi a trilha sonora de muita gente nos anos 80. Classico, sem duvida alguma. Mas a música inteira é meio enfraquecida, e este é um bom lugar pra uma balada. Algo propício a uma revolução e mudanças constantes dentro dos seus 5 minutos. O teclado é inexistente, com exceção de uma linha de teclado durante o solo. Solo esse que se encaixa muito bem com a música e faz a canção inteira levá-la até um pouco mais para o final. As letras são sobre como roqueiro vaqueiro, como você pode perceber.

Raise You Hands traz uma guitarra digna de um bom hard rock oitentista. Parece que eles estão convergindo pra energia do inicio do album. Os riffs de guitarra nesta canção são muito repetitivos, mas se a música fosse muito mais técnica seria até arrogante da parte deles. O desempenho vocal nesta canção também se destaca para mim de uma maneira agradável. Os teclados não são extremamente audíveis, mas acrescentam o “sentir” na música. Mas essa musica se tornou uma das minhas favoritas. Toda simplicidade abriu espaço pro solo ser fantástico simplesmente. E que só tem graça se for ouvido junto com toda atmosfera da musica, o que vai te fazer voltar nela muitas e muitas vezes.

A sétima musica do album -Without Love- te volta às baladas, acredito que pra dar um certo crédito aos teclados. Uma dessas canção de amor-power ballad, canção de rock que a tornam única e, às vezes um pouco demais. Os teclados são definitivamente caracterizados mais proeminentes do que qualquer outra coisa. As guitarras são muito simples e a bateria é bem simples, nessa o vocal acaba se mostrando um pouco mais poderoso, até mesmo por ser uma balada. No entanto, as letras são muito da média, e toda a música não é o maior no arsenal do Bon Jovi.

I’d Die For You começa com um teclado como na época do AOR do Survivor. Apesar da letra ser romântica a linha intrumental te puxa mais pro lado de querer fazer algo pra mudar o que nao ta legal. A atmosfera da musica é um pouco contraditória mas ainda se segue bem, que chega a um clímax fantástico com o solo em que o Richie se mostra bem inspirado ainda.

Never Say Goodbye é uma balada bem mela-cueca, a voz do Jon se mostra um pouco sem animação pra muita coisa no inicio, mas depois vai melhorando. Apesar disso tudo ela tem o suficiente pra te deixar lembrando do refrão, no minimo. A progressão é lenta como em Without Love porém nem tanto como em Dead or Alive. Pra quem ta na dor de cotovelo é um prato cheio.

Wild In The Streets fecha o cd num ponto mais alegre, na ideia de “aproveite sua vida”. A musica tem a alegria de um fim de album assim como poderia muito bem, e sem arrependimentos, um fim de show. O que me chamou atenção nela foi o solo. Tando o teclado quanto a guitarra ficaram numa linha bem old school, e leve isso ao extremo um quase ‘johnny be good’. O rock ‘n roll all night do bon jovi naquela época. O refrão é o ponto alto com o vocal qeu te faz sair cantando por aí.

Slippery When Wet é um ótimo cd de uma ótima banda, que infelismente, pros mais radicais, afundou no melódico de bandas de rock atuais.

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Publicado em quarta-feira, 05 maio 2010, em Música e marcado como , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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