An Endless Sporadic – An Endless Sporadic Análise

Banda: An Endless Sporadic
País: Estados Unidos
Gênero: Progressivo/Experimental
Album: An Endless Sporadic
Ano: 2009
An Endless Sporadic fez sua estréia no ano passado com o EP Ameliorate (2008) que foi lançado através do iTunes e vendeu cerca de 40 mil faixas.
Agora o An Endless Sporadic está lançando seu primeiro disco.
Segundo as palavras de Jordan Rudess (tecladista do Dream Theater), “O grupo é uma viagem selvagem através do Rock Progressivo. É ótimo ouvir um Rock Progressivo que é novo e inspirador. Obviamente eles são muito talentosos e a música é cheia de jovialidade criativa e vitalidade.”
O duo conquistou seu público através dos jogos musicais como Tony Hawk’s American Wasteland, Guitar Hero® III: Legends Of Rock e Guitar Hero® World Tour. 3 faixas do novo álbum do grupo também estarão disponíveis para download para o jogo Guitar Hero® 5, as faixas ‘From The Blue’, ‘Point Of No Return’ e ‘The Triangular Race Through Space’ farão parte do pacote chamado ‘Neversoft Thanks The Fans Track Pack’.
O album abre com uma musica bem calma, um instrumental bem simples e viajante, como se convidasse pra uma viagem em um mundo bem psicodélico e cheio de surpresas. Colocando o album como uma trilha sonora de um game que não existe Waking Hours seria uma intro perfeita pra explicar a historia.
From The Blue emenda com uma batida seca na bateria, um susto pros mais desatentos. É impressionante como Zach abusa do teclado belissimamente nesse album, garanto que não foi um curso de verão. Uma base bem energética que fica por um tempo considerável e te trás uma base de guitarra e baixo tão juntos que por alto não dá pra identificar que são dois instrumentos. Em seguida se mostra um riff que te leva pro solo, propriamente dito, da musica que caminha pro seu fim.
A terceira musica pode ser comparada como a luta com o primeiro boss, um riff bem pesado permite que Andy não se segure tanto como na musica anterior. Uma guitarra bem variada no fundo dá uma atmosfera livre pra situação que a musica te leva. O ponto ruim, não na musica, mas na gravação em si é que quando Andy usa o china muitas vezes acaba distorcendo o som dos outros instrumentos. O final dela é meio de surpresa e te leva pro que parece a principio ser só um solo de piano.
E que na verdade é, pelo menos até pouco menos do segundo minuto de musica. Uma musica bem calma pra quebrar toda agitação causada pela “luta” anterior. Me lembra muito as conversas melosas de Final Fantasy. Uma ótima musica pra consultório Zen eu diria. Lá pro segundo minuto de musica o baixo e bateria entram dando um som que meio sem querer te trás certas expectativas do que vem a seguir. Uma linha bem simples mas que mostra que você pode esperar muito mais do que já conhece da ‘dupla do impulse’. E é aí que o experimental invade o album como um todo e não só na individualidade das musicas.
Depois dessa sessão relaxamento você é surpreendido , de novo, por um som bem diferente que puxa sua atenção pra levada da musica como um modo geral, é uma musica um pouco difícil de conseguir identificar os instrumentos separados por conta da tamanha harmonia que há nela. Com a levada de piano bem convidativa você vai caminhando pelo album como se nem percebesse. Juro, se você parar pra ouvir o álbum e não fazer mais nada o tempo vai passar como 5 minutos. Mais pra depois da metade da musica Zach trás um solo bem virtuoso digno de todo estudo musical que ele teve.
The Triangular Race Through Space se tornou minha musica preferida desde que apareceu o video do Zach tocando um trecho da guitarra dela no youtube. A musica inicia com um órgão bem singelo, é meio inevitável nao prestar atenção na bateria nessa hora. O teclado as vezes mescla com efeitos estilo Count Zero até a chegara da guitarra no riff que vai ficar na sua cabeça por um tempo. A simplicidade musical da composição chama atenção, é algo que lembra um pouco composições clássicas, e vai fazer muito guitarrista querer tirar ela e descobrir que toda essa simplicidade musical esconde uma técnica instrumental tremenda. Tem todo contraste de sons graves e agudos, riffs rapidos e acordes que mudam como se a mão de Zach já fosse automática pra isso. O solo se torna até um pouco ofuscado diante de uma base em primeiro plano tão repleta de informações. E quando ela dá uma pausa e você pensa que é outra musica, na verdade é a volta do órgão com um peso de baixo que te deixa meio desordenado por um tempo.
Até aí sua cabeça já deve estar a mil, e a ideia é realmente essa… mas pra não te fazer desistir do resto do album. Eternal Bloom é uma ótima viagem com pegada de jazz contemporâneo pra quem achava que a dupla era só do metal. O violão acompanhado por um baixo bastante expressivo e uma bateria que não faz mal com a intensidade que Andy coloca. Quando você começa a relaxar com tudo isso a musica muda pra um rumo um tanto empolgante, a bateria entra de verdade, a guitarra passa aos acordes propriamente ditos e o baixo é tão aberto que Zach não desperdiça essa oportunidade. O riff de guitarra logo em seguida te puxa pra musica como talvez nunca tenha feito antes em outra musica, um solo bastante expressivo coloca á tona toda criatividade que a harmonia da musica causa, o baixo que hora acompanha hora se desprende da guitarra se mostra bem harmonico com tudo, e se você sente falta da bateria é por conta da musica que te fez esquecer o que estava ouvindo.
Subliminal Effect começa bastante silenciosa e parece que tende a isso até o fim, se não fosse um grupo de experimental. Até um certo ponto que você começa a quase dormir e eles te puxam pra uma levada bem Fusion, a não ser pelo teclado que se mostra tão psicodélico quanto o convite que te fez na primeira musica. Nessa musica o lado mais progressivo deles é bem aflorado e perceptivel em algumas vezes.
Chegamos ao fim do album, mas isso nao significa que a viagem tenha terminado. A musica tem uma cara de créditos finais inevitável, e com isso te faz querer ter mais daqueles momentos em que a musica te leva pra um lugar que ninguém jamais esteve e  que só você conhece, que só a musica pode te levar.
An Endless Sporadic, uma banda de duas pessoas que faz muito melhor que muita banda de 6 pessoas… Qualidade tamanha que te faz procurar mais de uma banda que não tem muita coisa além do respeito de muitos e muitos fãs que se fazem a cada dia.
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Publicado em quinta-feira, 10 junho 2010, em Música e marcado como , , , . Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

  1. Pensie que o an endless sporadic nunca fosse lançar um álbum!!

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